No ano seguinte à participação na coletânea
No New York, o James Chance and the Contortions lançou seu primeiro álbum, intitulado
Buy. Nele, a equação punk + free jazz ganha mais um elemento: o funk, resultando em um som simultaneamente ruidoso e dançante.
Além da mistureba maluca de estilos, outra coisa interessante da banda é a qualidade técnica dos integrantes. Apesar de não serem virtuoses (ainda bem!), todos sabem exatamente o que querem de seus instrumentos. Enquanto o sax de James Chance e as guitarras de Jody Harris e Pat Place soam ensandecidas (mas nunca fora do tempo ou tocadas de qualquer jeito), o baixo de David Hofstra e a bateria de Don Christensen sustentam o groove. A única coisa que faz uma certa falta é o órgão de Adele Bertei, que saiu do grupo após
No New York. Em
Buy, o instrumento aparece algumas vezes, mas de maneira mais tímida e executado pelo próprio James Chance.
O disco começa com “Design to Kill”, de pegada bem funk. Segue com “My infatuation”, que tem o sax mais dissonante da História (exageros meus à parte...) e com “I don’t want to be happy”, que lembra bastante o som do Devo, banda geralmente encaixada na categoria new wave – é, aquela mesma que a no wave supostamente era a antítese... Rótulos são pra refrigerante, não tem jeito.
A quarta faixa se chama “Anesthetic” e tem um clima charmoso de bar-esfumaçado-dos-anos-50, época em que o jazz era a música dos excluídos, dos beatniks, dos drogados, e não essa coisa de engomadinho que é hoje. A mesma atmosfera reaparece em “Twice Removed”, embora esta tenha mais guitarras distorcidas e gritos punks.
As demais músicas de
Buy são puro groove. E como funk é para dançar e não para ficar analisando, o post acaba aqui.
Para baixar o bonitinho, clique
aqui.
Link surrupiado do blog
http://sonoraaurora.blogspot.com/Fui.
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