Quem abre de vez em quando o caderno internacional do jornal deve ter se deparado com notícias nada boas sobre a situação no Mali. Um grupo de fundamentalistas islâmicos ligado à Al Qaeda tomou o poder no norte do país e começou seu itinerário típico: confisco das liberdades civis, aplicação da sharia, opressão às mulheres etc e tal.
Mas desta vez o roteiro infelizmente já conhecido do fanatismo religioso na política ganhou um adicional: a música foi proibida - como também aconteceu no Afeganistão sob o talebã.
Em comunicado oficial, um dos líderes dos insurgentes disse uma das coisas mais perturbadoras que eu já ouvi (no caso, li): “A música contraria o Islã. Em vez de cantar por que é que não leem o Corão? Não estamos unicamente contra os músicos do Mali; estamos em guerra contra os músicos de todo o mundo.”
Não consigo e nem quero entender o que se passa pela mente alucinada de uma pessoa (aliás, de um grupo grande e organizado de pessoas) para sequer aventar a possibilidade de um mundo sem música. Felizmente, já há vozes no Mali se levantando contra esses aloprados - e usando a música para mobilizar a população a não apoiar essa guerra. É o Voices United for Mali, grupo formado por mais de 40 músicos do país, que lançou da capital Bamako esse belo vídeo:
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